Como identificar o Fototipo na depilação a laser Fiber Evo?

Publicado em 21/01/2026 12:02

Como identificar o Fototipo na depilação a laser Fiber Evo?

Fototipo de Pele na Depilação a Laser: como evitar intercorrências e garantir resultados clínicos

Na prática da depilação a laser, poucos fatores são tão determinantes para o sucesso do tratamento quanto a identificação correta do fototipo de pele. Mesmo utilizando técnicas adequadas e equipamentos de alta performance, uma avaliação incorreta pode resultar em baixo resultado clínico, intercorrências e insatisfação do paciente.

Queimaduras, crostículas, bolhas e hiperpigmentações pós-inflamatórias, na maioria das vezes, não estão relacionadas à tecnologia em si, mas sim à entrega de energia incompatível com o fototipo da pele tratada.

Por que a identificação do fototipo é decisiva na depilação a laser?

Quanto maior a concentração de melanina na pele, maior é a absorção de calor e, consequentemente, maior o risco de intercorrências se os parâmetros não forem corretamente ajustados.

Por isso, identificar o fototipo de forma precisa é fundamental para:

  • definir a fluência correta

  • escolher a duração de pulso adequada

  • garantir aquecimento eficaz da papila

  • proteger a epiderme

  • alcançar resultados clínicos seguros

A Classificação de Fitzpatrick como referência clínica

Em 1976, o dermatologista americano Thomas B. Fitzpatrick classificou a pele humana em seis fototipos, considerando principalmente a resposta da pele à exposição solar.

Essa classificação é utilizada mundialmente até hoje como base para procedimentos dermatológicos e estéticos, especialmente na depilação a laser, por permitir prever a reação da pele ao calor.


Métodos utilizados para identificar o fototipo de pele

Na rotina clínica, a identificação do fototipo não deve se basear apenas na observação visual. Alguns profissionais utilizam:

  • ficha de avaliação com soma de fatores

  • régua ilustrativa, como a utilizada na linha Fiber, que auxilia na padronização da energia por área

Esses métodos ajudam a refinar a avaliação, mas não substituem a análise clínica criteriosa.


Três etapas fundamentais para identificar corretamente o fototipo  na depilação a laser

Considerando a diversidade de tons de pele no Brasil, especialmente dentro do Fototipo IV, que apresenta dezenas de variações, a avaliação correta deve seguir três etapas essenciais:

1️⃣ Reação da pele à exposição solar

É fundamental entender como a pele do paciente reage ao sol:

  • sempre queima

  • queima e bronzeia pouco

  • bronzeia facilmente

  • nunca queima

Essa resposta fornece um indicativo confiável da capacidade da pele de absorver calor.

2️⃣ Etnia do paciente

Pacientes com descendência:

  • oriental

  • indígena

  • negra retinta

possuem maior facilidade na absorção do calor, devido à maior atividade melanocítica, o que exige maior cautela na definição dos parâmetros.

3️⃣ Fototipo da região a ser tratada

Nem sempre o fototipo corporal corresponde ao fototipo da área tratada. Regiões como:

  • virilha

  • axilas

  • face

costumam apresentar maior concentração de melanina, aumentando o risco de intercorrências quando essa diferença não é considerada.


Interação do laser com o tecido biológico

Na pele, os melanócitos estão localizados na camada basal, sintetizando melanina que se deposita nas camadas:

  • granulosa

  • espinhosa

  • córnea

O epitélio possui aproximadamente um terço da espessura de uma folha de papel, o que torna impossível aquecer a papila do folículo piloso sem atravessar a zona de pigmento.

O objetivo da depilação a laser é atingir cerca de 65 °C na papila, promovendo a destruição seletiva do folículo. No entanto, quanto maior o fototipo, maior a absorção de calor pela melanina, tornando o controle energético indispensável.


Entenda os Fototipos cutâneos segundo Fitzpatrick


FototipoCaracterísticasSensibilidade ao Sol
IPele muito clara, nunca bronzeiaMuito sensível
IIPele clara, queima com facilidadeSensível
IIIPele menos clara, bronzeia após vermelhidãoNormal
IVPele morena clara, bronzeia rapidamenteNormal
VPele morena escura, bronzeia intensamentePouco sensível
VIPele negra, alta concentração de melaninaInsensível


Identificação prática dos fototipos na depilação a laser

Fototipo I
Pele extremamente clara, altamente sensível aos raios solares. Exige máxima cautela.

Fototipo II
Pele branca, geralmente rosada. Na depilação a laser, costuma demandar energias mais altas, com baixo risco de queimadura.

Fototipo III
Inicialmente apresenta eritema, mas bronzeia após alguns dias. Também necessita de energias maiores.

Fototipo IV
Bronzeia rapidamente. A energia começa a ser reduzida, pois a pele absorve calor com mais facilidade. Atenção à resposta térmica durante a aplicação.

Importante: nem todo Fototipo IV é moreno. Pessoas brancas descendentes de orientais podem se enquadrar nesse grupo.

Fototipo V
Pele morena escura ou negra clara. Alta absorção de calor. Deve-se priorizar pulso longo e fluência reduzida.

Fototipo VI
Pele negra retinta. A energia utilizada deve ser menor, sempre com pulsos longos, garantindo segurança máxima.

Tecnologia exclusiva do Fiber Deep como aliada na segurança dos diferentes fototiposApós compreender a interação do laser com o tecido biológico, especialmente a relação direta entre a melanina e a absorção de calor, torna-se evidente que a tecnologia do equipamento é um fator decisivo para minimizar riscos, principalmente em fototipos mais altos.

O Fiber Deep se diferencia por utilizar a 3ª geração do Sistema Original ILG conduzido por fibra óptica, sendo o único equipamento do mundo capaz de emitir três comprimentos de onda de forma independente, cada um em concentração específica, respeitando a fisiologia da pele.

Na prática da depilação a laser, isso significa maior controle sobre como a energia interage com a zona de pigmento e com a papila do folículo piloso.

O Fiber Deep trabalha exclusivamente com os três espectros mais seguros e eficazes para a depilação a laser:

  • 810 nm (padrão ouro para absorção pelo folículo)

  • 940 nm

  • 1064 nm (mais seguro para fototipos elevados)

Diferente dos equipamentos convencionais de “três ondas”, em que os comprimentos são apenas somados, o Fiber Deep distribui a energia por meio do Sistema ILG, utilizando:

  • 70% de 810 nm

  • 30% combinando 1064 nm e 940 nm

Essa configuração não inclui o comprimento de onda 755 nm, conhecido por apresentar maior risco térmico para tons de pele mais escuros, o que reforça a segurança do tratamento em fototipos IV, V e VI.

Outro ponto fundamental é que essa tecnologia permite ajustes mais precisos da entrega de energia, respeitando:

  • a quantidade de melanina presente

  • a resposta térmica da pele

  • o fototipo da região tratada

Dessa forma, o Fiber Deep atua como um aliado técnico do profissional, oferecendo maior margem de segurança após a identificação correta do fototipo, sem substituir, mas complementando  a avaliação clínica criteriosa.

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