Fototipo de Pele na Depilação a Laser: como evitar intercorrências e garantir resultados clínicos
Na prática da depilação a laser, poucos fatores são tão determinantes para o sucesso do tratamento quanto a identificação correta do fototipo de pele. Mesmo utilizando técnicas adequadas e equipamentos de alta performance, uma avaliação incorreta pode resultar em baixo resultado clínico, intercorrências e insatisfação do paciente.
Queimaduras, crostículas, bolhas e hiperpigmentações pós-inflamatórias, na maioria das vezes, não estão relacionadas à tecnologia em si, mas sim à entrega de energia incompatível com o fototipo da pele tratada.
Por que a identificação do fototipo é decisiva na depilação a laser?
Quanto maior a concentração de melanina na pele, maior é a absorção de calor e, consequentemente, maior o risco de intercorrências se os parâmetros não forem corretamente ajustados.
Por isso, identificar o fototipo de forma precisa é fundamental para:
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definir a fluência correta
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escolher a duração de pulso adequada
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garantir aquecimento eficaz da papila
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proteger a epiderme
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alcançar resultados clínicos seguros
A Classificação de Fitzpatrick como referência clínica
Em 1976, o dermatologista americano Thomas B. Fitzpatrick classificou a pele humana em seis fototipos, considerando principalmente a resposta da pele à exposição solar.
Essa classificação é utilizada mundialmente até hoje como base para procedimentos dermatológicos e estéticos, especialmente na depilação a laser, por permitir prever a reação da pele ao calor.
Métodos utilizados para identificar o fototipo de pele
Na rotina clínica, a identificação do fototipo não deve se basear apenas na observação visual. Alguns profissionais utilizam:
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ficha de avaliação com soma de fatores
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régua ilustrativa, como a utilizada na linha Fiber, que auxilia na padronização da energia por área
Esses métodos ajudam a refinar a avaliação, mas não substituem a análise clínica criteriosa.
Três etapas fundamentais para identificar corretamente o fototipo na depilação a laser
Considerando a diversidade de tons de pele no Brasil, especialmente dentro do Fototipo IV, que apresenta dezenas de variações, a avaliação correta deve seguir três etapas essenciais:
1️⃣ Reação da pele à exposição solar
É fundamental entender como a pele do paciente reage ao sol:
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sempre queima
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queima e bronzeia pouco
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bronzeia facilmente
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nunca queima
Essa resposta fornece um indicativo confiável da capacidade da pele de absorver calor.
2️⃣ Etnia do paciente
Pacientes com descendência:
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oriental
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indígena
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negra retinta
possuem maior facilidade na absorção do calor, devido à maior atividade melanocítica, o que exige maior cautela na definição dos parâmetros.
3️⃣ Fototipo da região a ser tratada
Nem sempre o fototipo corporal corresponde ao fototipo da área tratada. Regiões como:
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virilha
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axilas
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face
costumam apresentar maior concentração de melanina, aumentando o risco de intercorrências quando essa diferença não é considerada.
Interação do laser com o tecido biológico
Na pele, os melanócitos estão localizados na camada basal, sintetizando melanina que se deposita nas camadas:
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granulosa
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espinhosa
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córnea
O epitélio possui aproximadamente um terço da espessura de uma folha de papel, o que torna impossível aquecer a papila do folículo piloso sem atravessar a zona de pigmento.
O objetivo da depilação a laser é atingir cerca de 65 °C na papila, promovendo a destruição seletiva do folículo. No entanto, quanto maior o fototipo, maior a absorção de calor pela melanina, tornando o controle energético indispensável.
Entenda os Fototipos cutâneos segundo Fitzpatrick
| Fototipo | Características | Sensibilidade ao Sol |
|---|---|---|
| I | Pele muito clara, nunca bronzeia | Muito sensível |
| II | Pele clara, queima com facilidade | Sensível |
| III | Pele menos clara, bronzeia após vermelhidão | Normal |
| IV | Pele morena clara, bronzeia rapidamente | Normal |
| V | Pele morena escura, bronzeia intensamente | Pouco sensível |
| VI | Pele negra, alta concentração de melanina | Insensível |
Identificação prática dos fototipos na depilação a laser
Fototipo I
Pele extremamente clara, altamente sensível aos raios solares. Exige máxima cautela.
Fototipo II
Pele branca, geralmente rosada. Na depilação a laser, costuma demandar energias mais altas, com baixo risco de queimadura.
Fototipo III
Inicialmente apresenta eritema, mas bronzeia após alguns dias. Também necessita de energias maiores.
Fototipo IV
Bronzeia rapidamente. A energia começa a ser reduzida, pois a pele absorve calor com mais facilidade. Atenção à resposta térmica durante a aplicação.
Importante: nem todo Fototipo IV é moreno. Pessoas brancas descendentes de orientais podem se enquadrar nesse grupo.
Fototipo V
Pele morena escura ou negra clara. Alta absorção de calor. Deve-se priorizar pulso longo e fluência reduzida.
Fototipo VI
Pele negra retinta. A energia utilizada deve ser menor, sempre com pulsos longos, garantindo segurança máxima.
Tecnologia exclusiva do Fiber Deep como aliada na segurança dos diferentes fototipos
Após compreender a interação do laser com o tecido biológico, especialmente a relação direta entre a melanina e a absorção de calor, torna-se evidente que a tecnologia do equipamento é um fator decisivo para minimizar riscos, principalmente em fototipos mais altos.
O Fiber Deep se diferencia por utilizar a 3ª geração do Sistema Original ILG conduzido por fibra óptica, sendo o único equipamento do mundo capaz de emitir três comprimentos de onda de forma independente, cada um em concentração específica, respeitando a fisiologia da pele.
Na prática da depilação a laser, isso significa maior controle sobre como a energia interage com a zona de pigmento e com a papila do folículo piloso.
O Fiber Deep trabalha exclusivamente com os três espectros mais seguros e eficazes para a depilação a laser:
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810 nm (padrão ouro para absorção pelo folículo)
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940 nm
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1064 nm (mais seguro para fototipos elevados)
Diferente dos equipamentos convencionais de “três ondas”, em que os comprimentos são apenas somados, o Fiber Deep distribui a energia por meio do Sistema ILG, utilizando:
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70% de 810 nm
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30% combinando 1064 nm e 940 nm
Essa configuração não inclui o comprimento de onda 755 nm, conhecido por apresentar maior risco térmico para tons de pele mais escuros, o que reforça a segurança do tratamento em fototipos IV, V e VI.
Outro ponto fundamental é que essa tecnologia permite ajustes mais precisos da entrega de energia, respeitando:
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a quantidade de melanina presente
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a resposta térmica da pele
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o fototipo da região tratada
Dessa forma, o Fiber Deep atua como um aliado técnico do profissional, oferecendo maior margem de segurança após a identificação correta do fototipo, sem substituir, mas complementando a avaliação clínica criteriosa.
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